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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cooperação e disputa

É muito comum as escolas minimizarem o caráter competitivo em suas atividades cotidianas. Realmente a busca desenfreada para vencer e acertar, em muitos casos, nos deixa cegos para as aprendizagem que encontramos pelo caminho. 

Esta atividade ajuda a redimensionar a competição em uma disputa que exige a cooperação. Em muitas situações da vida estamos em disputa com outras pessoas, mesmo assim, cooperar é importante, pois além de participarmos do crescimento de outra pessoa, estamos abrindo a possibilidade de deixar que outros participem do nosso.

A Dinâmica:

Baseada em uma clássica brincadeira popular (conheço como "Batatinha frita, 1, 2, 3"), esta dinâmica permite o movimento e o controle do corpo associado à habilidade de "disfarçar", tão importante para o teatro. 

Nesta atividade os participantes carregam um objeto escondido entre eles, que pode ser passado de um colega para o outro, sem ser percebido.

Sempre haverá um colega que ficará na linha de chegada, ele será o "chefe". Ele ficará de costas para os demais colegas algumas vezes, de modo que os outros possam caminhar em sua direção. Cada vez que ele virar, pode observar se os colegas se mexeram (neste caso eles voltam para a linha de largada) e tentar adivinhar com quem está o objeto. Se acertar, todos voltam para a linha de chegada, enquanto errar, os colegas podem avançar para tomar o seu lugar. Os participantes dependem uns dos outros, mas somente um vai poder tomar o lugar do "chefe".

 Os participantes ficam lado a lado e um espaço é delimitado (no caso fomos de um lado a outro da quadra)

Eles devem estar com as mãos para trás, pois estará no jogo um objeto (que pode ser segurado com as mãos) que deve ser escondido do colega que está na frente.

 Durante a travessia de um lado para o outro do espaço, os alunos podem passar o objeto entre si para confundir o colega que está na frente.

 Cada vez que o colega se vira, os demais terão que parar, sob o risco de voltarem para a linha de largada.

É uma dinâmica onde o trabalho em grupo é fundamental, mas cada um tem o mesmo objetivo: chegar primeiro.





terça-feira, 4 de setembro de 2012

A bola da memória (com alfabeto)

A memorização é uma habilidade importante no processo educativo. Não queremos técnicas de decoreba, mas antes, durante e depois da compreensão dos conceitos, os alunos precisam usar o cérebro para memorizar alguma informação que deve ser lembrada depois para que possa seguir em sua aprendizagem.

No teatro, a memória se torna ainda mais presente. Decorar as falas, posicionamento no palco e combinações da dinâmica das cenas é fundamental para aperfeiçoar esta arte.

Para auxiliar nossos alunos no amadurecimento da capacidade em reter dados para serem usados depois, apresento esta dinâmica que vai colocar a massa cinzenta para funcionar de maneira divertida e produtiva.

Dinâmica

- Em círculo, vamos passar uma bola em sequência (podemos nesse momento seguir a sequência do alfabeto ou fazer uma contagem, principalmente com os menores, ajuda a manter o foco)

- 1 aluno (ou a professora) vai se virar de costas (fora do grupo) e, aleatoriamente vai falar "pare". Nesse momento a bola vai parar na mão de algum aluno, ele será o escolhido da rodada.

- O aluno escolhido vai ter que falar 5 palavras com uma letra. Podemos usar um alfabeto móvel para sortear a letra ou simplesmente escolher uma. Aqui podemos criar uma regra para estas palavras (animais, comida, objetos, substantivos...) de acordo com o projeto da turma.

- O desafio será lembrar das 5 palavras enquanto a bola faz uma volta entre os alunos.

- O aluno escolhido será aquele que vai escolher o próximo até todos serem escolhidos. Caso a bola pare em um aluno que já falou suas palavras, o colega ao lado será o escolhido.

Considerações

Parece uma atividade bem simples, mas verão que os alunos vão ter dificuldades em lembrar das 5 palavras, pois o cérebro vai focar na bola. Se a turma for muito pequena, pode começar com 2 palavras e ir aumentando.

Esta dinâmica pode ser feita com a turma divida em grupos menores, quando os alunos entenderem seus fundamentos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Leitura em movimento

A leitura é uma atividade fundamental para todo o desenvolvimento do ser humano. A escola, como polo disseminador da leitura, procura mostrar aos alunos que ler é um ato de pensar, de saber, de crescer. E o teatro é o texto em movimento.

Esta atividade foge da ideia de dramatização e insere no texto o movimento que o professor quiser.

1- Escolha um texto: pode ser temático, reflexivo...

2- Destaque algumas palavras que aparecem no texto (procure aquelas que se destacam, umas 5 palavras-chave que se repetem)

3- Relacione as palavras escolhidas com movimentos (ilustrativos ou não)


A Leitura em movimento

- Anote as palavras e os movimentos em cartazes ou no quadro para que todos os envolvidos possam ver.
- Explique que cada vez que aquelas palavras forem lidas todos devem realizar os movimentos propostos.
- Leia o texto pausadamente, com uma pausa maior depois de alguma das palavras escolhidas.

Escolha o texto e se divirta!

Atividade realizada pela Profª Luciana Trevisan na abertura de uma reunião pedagógica.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Objetos Teatrais

No palco os objetos ganham vida. É na interação com os elementos de cena que o expectador vai compreendendo a história e vivendo as emoções que são oferecidas.
Na vida, cada objeto tem um significado também. Nossa relação com as coisas que estão ao nosso redor expressam sentimentos, sensações e a história que trazemos.
Para os alunos, o desenvolvimento da afetividade é fundamental para a aprendizagem. É preciso criar oportunidades para que os alunos reflitam sobre questões pertinentes à sua rotina. Nada melhor que um jogo teatral para promover a interação, estreitando os laços dentro da turma; quando inserimos objetos significativos para os alunos, ampliamos as possibilidades da atividade, permitindo, além de mais segurança para o aprender, a empatia e o auto-conhecimento.

Preparação:

- Cada aluno deve levar um objeto que seja importante para ele (podemos pedir que eles escrevam sobre o objeto, dependendo da série)

O Cenário:

-  Com as classes afastadas (pode-se deixar algumas cadeiras e mesas), todos deixarão seus objetos no centro da sala.
- Um a um, os alunos vão escolher com cuidado o local onde deixarão seu objeto. Cada objeto será uma peça para o cenário.
 - Podemos direcionar este cenário, de acordo com o projeto da turma.

A Dinâmica:

- O Professor vai escolher 1 música (ou uma sequência musical) que servirá como trilha sonora da atividade.
- Ao começar a música, os alunos devem caminhar pela sala, no ritmo da música, interagindo uns com os outros e com os objetos (primeiro cada um com o seu, depois trocando com algum colega, depois de livre escolha...)
- Ao mudar o ritmo, deve-se mudar o andar.
- Podemos trabalhar com sentimentos e sensações, direcionando esta interação (agora vocês estão tristes, agora muito alegres, agora vão pegar os objetos com cuidado...)
- Podemos inserir situações ocorridas.

Este tipo de atividade causa muita confusão, porém é uma excelente oportunidade para os alunos se expressarem com seus medos e expectativas.


sábado, 19 de maio de 2012

Espelho do Oposto

Todos nós temos vivemos em dualidade. No limite entre a alegria e a tristeza, a euforia e a decepção... vamos expressando no rosto cada sentimento e sensação que vivenciamos no decorrer de um dia...

Para as crianças essa expressão na face e no corpo se torna mais evidente. Mas em muitos casos os pequenos não entendem o que estão sentindo, nem conseguem controlar suas expressões.

Para ajuda-los a identificar os sentimentos e sensações neles próprios e no outro proponho esta dinâmica:

- Em duplas, que podem ser alternadas
- Preparar saquinhos com palavras que representem sentimentos ou sensações (pode ser trabalhado coletivamente)


1ª Etapa - O Rosto

- Sentados frente a frente
- Cada um da dupla vai sorteando um sentimento ou sensação e vai mostra-la em seu rosto
- A outra pessoa da dupla vai observar e depois buscar uma expressão oposta
- Alternar a pessoa que inicia a expressão

2ª Etapa - O Corpo

- Repetir a dinâmica acima, mas buscando vivenciar os sentimento com o corpo todo
- Atenção para os ombros, braços e pernas, além da cabeça e do rosto

Neste tipo de dinâmica é sempre importante buscar uma reflexão com a turma sobre os sentimentos expostos.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Exercício para o cérebro com o corpo todo

Nosso corpo todo está conectado, na medida em que exercitamos nosso cérebro estamos fortificando a nossa atenção, nossa coordenação e as conexões necessárias para termos uma vida produtiva.

Para esta atividade, provocaremos o nosso cérebro, exigindo que ele se desdobre em 3 ações simultâneas e bem diferentes. Isso faz com que possamos tomar consciência da multiplicidade de tarefas às quais somos submetidos a todo momento e a necessidade de separarmos nossas tarefas diárias para que sejam realizadas adequadamente.

Preparação:

- Escrever em cartões ou no quadro para os alunos copiarem perguntas. Essas questões podem ser trocadas de acordo com a faixa etária. Também podem ser inventadas pelos alunos.

 Sobre o dia.
Que horas acordou hoje?
Qual a cor da camisa que vestiu?
Lavou o cabelo?
Viu sua avó hoje?

 Questões matemáticas.
Quantas dezenas tem em 100 unidades?
Quanto é 30 x 10?
Quanto sobra de 50 se tirar 25?
Some 10 + 5 e tire 7, quando dá?

 Os alunos se organizarão em grupos de 4:
- 1 sempre estará no centro, ele vai ter seu cérebro exercitado
- o aluno do lado direito fará as perguntas do dia a dia
- o aluno do lado esquerdo fará as perguntas matemáticas
- o aluno da frente farão movimentos lentos

Ao mesmo tempo o aluno do centro vai responder às perguntas e imitar o aluno da frente.
Depois de 1 minuto, o grupo muda de posições e recomeça a atividade.

Podemos começar com a imitação e um grupo de perguntas e depois acrescentar outros.

É uma atividade complexa e não devemos desistir depois de uma experiência mal sucedida.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Foco no Outro

Não vivemos sozinhos neste mundo. Participamos de uma dança constante onde acompanhamos os movimentos de todos que estão ao nosso redor ao mesmo tempo. Dividimos o protagonismo da cena com nossos pares, cada um dita um pouco do ritmo que todos seguem.

No palco, na vida e na sala de aula, o foco nos movimentos do outro é  fundamental para mantermos a harmonia do momento, auxiliando no processo de recepção e troca das informações disponíveis.

Esta dinâmica auxilia neste processo, ajudando seus participantes a compreenderem o encadeamento das ações em um grupo e a importância da concentração de cada membro para que o coletivo produza cada vez mais e com mais qualidade. Esta atividade promove o trabalho em grupo e valoriza a atenção e a concentração, ao mesmo tempo em que exercita o corpo e a coordenação.


Parte 1:

Em círculo, o professor no centro vai jogando uma bola de tênis de aluno a aluno, e cada um dele lança-la de volta ao professor. Cada um deve olhar para aquele que vai receber, de modo que o mesmo fique preparado para receber a bola, evitando que a mesma caia. A bola deve ser jogada sempre de baixo para cima, sem muita força, pois o objetivo aqui é joga-la sem cair, em grupo.

Em seguida formam-se grupos menores (até 6 alunos), onde um a um os alunos ocuparão o centro da roda e lançarão e receberão a bola, sempre aprimorando o foco ao jogar e receber.

Parte 2:

Ainda com grupos menores em círculo, a bola será jogada aleatoriamente. Cada jogador vai esperar que o seu alvo esteja atento e preparado para receber a bola. Todos os participantes devem acompanhar o percurso da bola com os olhos e a cabeça, de modo que possam realizar a atividade em grupo e com eficiência.

Em seguida o professor vai introduzir uma segunda bola e depois uma terceira que entrarão para dividir a atenção dos participantes. Entretanto, a bola somente deve ser jogada quando o receptor estiver atento, podendo o lançador escolher outro alv o de acordo com o foco. 

Para finalizar esta parte, um a um, os alunos voltarão a ocupar o centro da roda, mas poderão escolher para quem irão jogar a bola. Primeiro uma bola estará em jogo, depois duas, depois três.

Parte 3:

Voltando a turma em uma grande roda, jogaremos uma, depois duas, depois as três bolas aleatoriamente, entre os participantes, de modo que possamos mante-las em movimento sem cair. Para tanto será necessário que os alunos mantenham os princípios desta atividade: Acompanhar uma das bolas; escolher para quem vai jogar de acordo com sua atenção no jogo; se preparar para receber a bola.

Desdobramentos:

Podemos lançar relacionar o movimento das bolas com movimentos de palavras em um texto, onde podemos realizar uma leitura divertida. Enquanto o que está no centro lê uma frase ou palavra, o outro que está na sequência vai continuando a leitura.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Manipulando objetos

A observação é fundamental para organizarmos nosso corpo e nossas relações com o ambiente em que vivemos. E o movimento é fundamental para a vida e para o teatro.
Pensando nisso, existem diversas dinâmicas que valorizam a observação e a criação a partir dela.

Podemos usar objetos do nosso dia a dia que, posicionados aleatoriamente em um determinado espaço. Pode ser uma sala de aula ou o pátio, ali uma cadeira pode se transformar em qualquer coisa a partir da criatividade dos nossos alunos.

Seja a mudança de perspectiva (uma cadeira de lado ou de cabeça para baixo), ou uma mudança de função, os objetos podem ser manipulados pela vontade humana e, assim, ganham um valor fundamental para a compreensão de fenômenos abstratos.

Dinâmicas:

O Corpo nos objetos

- Em grupos pequenos, os alunos vão posicionar objetos pela sala para que outro grupo posicione o corpo tentando imitar a posição dos objetos.

- A cada rodada os objetos vão trocando de lugar, ocupando o espaço de maneira diferente.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O Alfabeto Teatral - Caligrafia e Sonoridades

Em tempos de escrita virtual, a caligrafia tem sido cada vez menos exercitada. Porém a comunicação escrita à mão tem um espaço cativo no cotidiano das pessoas e na realidade escolar é sempre protagonista.
Não existe mais espaço para cobrarmos uma caligrafia desenhada, mas é vital que a letra dos nossos alunos sejam legíveis. E mais, é preciso que os alunos aprendam a fazer uso das letras maiúsculas e minúsculas.

Para reforçarmos o traçado das letras, conteúdo fundamental para a escrita legível, podemos usar o movimento do corpo em uma dinâmica divertida e disponível para qualquer espaço.
Paralelamente, podemos trabalhar a sonoridade das letras, auxiliando a compreensão ortográfica.

O ALFABETO TEATRAL

Preparação: Explicar a importância das LETRAS para podemos expressar nossas ideias através dos diferentes tipos de TEXTOS; mostrar portadores de textos diversos, apresentando diferentes fontes e grafias; apresentar a letra cursiva como um padrão de escrita que deve ser um modelo ideal e não uma exigência; defender a ideia de que a letra é pessoal, cada um deve estruturar sua letra da melhor maneira possível.

1ª parte - Corpo
- Alongamento (ver postagens anteriores - exercícios de corpo), ênfase nos braços e pulsos

O ritmo desta atividade deve ser avaliado de acordo com a série trabalhada e o andamento da turma. Para os 4ºs e 5ºs anos, pode-se fazer tudo em uma aula, já para os 3ºs e 2ºs, recomenda-se dividir as dinâmicas em vários dias, repetindo cada movimento mais vezes.

Movimento 1 - Escrever no ar cada letra do alfabeto
Movimento 2 - Escrever com o quadril cada letra do alfabeto
Movimento 3 - Colocar os alunos para escreverem as letras no chão com giz
Movimento 4 - Escrever as letras grandes no chão e fazer os alunos caminharem sobre elas, enfatizando o caminho do traçado (indicado para 2º e 3º anos)

2ª parte - voz
- Exercícios de aquecimento de voz (ver postagens anteriores)

 Desde o 1º ano, os alunos podem enfatizar a dicção visando uma maior consciência fonética direcionada à ortografia. As atividades dependem da seleção prévia de um texto.

Sequência Alfabética - Cada aluno, em círculo, vai falar  uma letra do alfabeto em sequência (1ª rodada); depois uma sílaba que se inicie com a letra da sequência do alfabeto, exceto vogais (2ª rodada); e uma palavra que se inicie com a letra da sequência do alfabeto (3ª rodada). Os participantes devem prestar muita atenção, pois precisam saber qual é a sua letra.
Leitura Coletiva - Todos os alunos devem ter o texto à mão e devem ter realizado uma leitura prévia. Cada aluno vai ler uma palavra ou sílaba ou frase do texto (dependendo da ênfase) de cada vez, encadeando o texto, procurando manter uma fluência na leitura. Durante a leitura os alunos devem enfatizar bem os fonemas e gesticular bem com a boca.




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Eu e o outro

Nesse início de ano é legal oferecermos atividades de integração para nossa turma, isso promove a unidade entre os alunos e nos ajuda a conhecer melhor as características de cada um e prepara o terreno para um bom começo de trabalho.

Uma atividade legal para este período começa com exercícios e corpo e de voz (ver outros post)
- Formar duplas (de preferência com alunos de pouco convívio como 1 menino e 1 menina)
- Cada um vai fazer uma entrevista com o colega, onde anotará no caderno todas as respostas (nome, idade, onde nasceu, time, comidas preferidas, brincadeiras que gosta, coisas que não gosta...)
- Cada dupla vai fazer a apresentação, porém um vai se passar pelo outro, apresentando as características do outro como se fossem suas e procurando imitar o jeito do colega (como caminha, se mexe as mãos, a forma de falar)

Os alunos ficam um pouco tímidos no início, mas depois eles se soltam e fica um momento descontraído e divertido da aula.
Com essa atividade percebemos a oralidade dos alunos, sua organização diante de informações coletadas e a capacidade de se colocar no lugar do outro.

sábado, 17 de setembro de 2011

Do Teatro Mudo à Músicalização dos movimentos

Teatro e música se complementam através dos movimentos permitidos pela dança.
Para levar às salas de aulas um pouco dos ritmos e ainda oferecer aos alunos a oportunidade de desenvolver uma maior consciência diante de atos cotidianos, para eles ou para os adultos que convivem com eles, ampliando perspectivas para o futuro, proponho uma dinâmica que integra o teatro mudo dos movimentos aos ritmo ditado pela música através da dança.

Parte 1: Os alunos devem estar divididos em grupos de 4 a 6 integrantes.
Cada grupo vai receber a tarefa de criar uma cena sem falas, apenas com movimentos, mostrando estar em um ambiente específico. O desafio será mostrar a rotina deste ambiente, sem falar nada.

Como possibilidades para a distribuição dos ambientes/situações, temos:
Jardim - Plantação
Obra - Construção
Escritório - burocracia
Escola - Aula
Casa - Afazeres domésticos
Padaria - Culinária

Entre outros

Cada grupo deve organizar seus integrantes na dinâmica do ambiente que lhe couber, mostrando a integração entre eles.
O Teatro Mudo tem suas próprias regras e o professor deve estar atento na postura dos alunos quando à manipulação dos objetos imaginários que entrarem em cena. O peso e a dimensão dos objetos devem ser respeitados na dinâmica da cena, assim como os princípios da construção da cena.
A cena de cada grupo não deve durar mais de 1 min.

Parte 2 - Depois das apresentações de cada grupo, com todas as considerações que o professor tiver para fazer diante da performance deles, a atividade terá um desdobramento.
Os grupos serão convidados a apresentarem de novo suas cenas, porém com um diferencial: no decorrer das cenas serão colocadas músicas com ritmos diferentes (cabe ao professor selecionar previamente um repertório de 10 músicas) e as cenas devem seguir o seu curso no ritmo da música que estiver tocando, como em um musical.

Os alunos vão participar ativamente desta dinâmica, enquanto exercitam o corpo, a percepção e a criatividade.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Profissões com Teatro

Depois de aquecer o corpo e a voz, proposta de atividade usando o teatro mudo e a improvisação.

Em duplas ou individualmente, os alunos terão a tarefa de montar uma cena muda (mímica) com começo, meio e fim, para retratar a rotina de uma profissão. Para tanto, o professor pode escrever várias profissões em pedaços de papel para serem sorteadas. Procure usar profissões presentes no cotidiano dos alunos e outras nem tanto (pode descrever em uma frase a profissão).

Os alunos terão 5 min para montar a cena que deverá durar 1 min. Os colegas deverão aguardar o final da apresentação (não esquecer dos aplausos) para começarem a pensar qual é a profissão apresentada. Nesse momento o professor pode intervir para apontar a importância de cada profissional para o equilíbrio da sociedade...

Como desdobramento, os alunos (ou duplas) podem relacionar suas profissões com a dos colegas (quais se complementam? como esses profissionais atuam conjuntamente?). Pode finalizar pedindo um registro por escrito sobre o assunto.

Várias são as possibilidades. Os alunos vão adorar.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Uma oficina de Teatro

Os participantes se apresentarão em duplas, um vai apresentar o outro para o grande grupo depois de uns minutos de conversa. Assim estamos exercitando o estreitamento das relações interpessoais, enquanto usamos estratégias de expressão oral e síntese de informações.

Em seguida, num círculo onde todos podem se ver, faremos o aquecimento da voz através de exercícios faciais (Abrir e fechar a boca, projeção da língua, movimento dos lábios...), vocalizações (vogais em sequência, por exemplo) e trava línguas. Com a voz aquecida, trabalharemos a impostação da voz e as nuances da leitura dramatizada através de um recital de poesias. Desta maneira trabalharemos a memória, o uso, projeção, proteção e potencialização da voz.

Depois da voz, o corpo. Primeiro faremos um alongamento rápido (braços sobre a cabeça, que olha para as mãos para inclinar todo o tronco e outros), começaremos a explorar o espaço (caminhadas com ritmos variados, na ponta do pé, sobre o calcanhar...) para depois trabalharmos expressões faciais (em duplas, um de frente para o outro: o que um fizer, o outro repete). Vamos explorar o movimento do corpo e a movimentação no espaço buscando um melhor aproveitamento do ambiente em que estivermos, no sentido de utilizarmos o corpo complementando a nossa linguagem.

Para finalizar a oficina, formaremos grupos para a elaboração de apresentações mudas. Cada grupo vai se posicionar de frente para a “plateia” para vivenciar, sem falas ou sons, reações de alunos diante de tipos estereotipados de professores. O grande grupo vai tentar identificar de qual tipo de professor que os “alunos” estão diante. O Teatro Mudo oferece diversas alternativas para a vivência do jogo teatral, pois nos exige o exercício da empatia. Ao nos colocarmos no lugar do outro, experimentamos suas sensações vividas.

Em seguida procuraremos nos expressar sobre tudo que presenciamos com o objetivo de organizar o pensamento de cada um a partir da fala.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Trava-Línguas

Como parte do aquecimento da voz, temos as frases com rimas e fonemas repetidos que servem para auxiliar o processo de consciência fonética, melhorando a dicção.
Além disso, são divertidos e desafiantes.


- Três pratos de trigo para três tigres tristes.
- O rei de Roma arruma da madri.
- Num ninho de amafagafas tinham sete amafagafinhos, quanto mais amafa gafa, mais amafagafinhos.
- Carlos pergunta pra Clara: - Ora, Clara, mas que cara! Clara responde para Carlos: - é claro, meu caro! eu quero um carro, mas é caro.
- O rato roeu a roupa do rei de Roma, e a rainha ruim resolveu remendar.
- O peito do pé do Pedro é preto. Nada é mais preto do que o peito do pé do Pedro.
- As bruzundangas do brica braque do Brandão, brocaram broques de bronze.
Brunidos, brocados, bruxolenatis. A brasa esbrazonadas, abrigos e brinquedos.

Para complementar, podemos realizar uma batalha de trava línguas:

- Dois grupos, um de frente para o outro de forma que fique um componente de cada grupo direcionado a um oponente do outro grupo.
- Cada grupo vai defender um trava-língua diferente (costumo usar "o rato" e "pé de Pedro")
- Os grupos vão defender sua fala, um de cada vez, inicialmente com as mãos para trás, e sem sair do lugar.
- Devemos estimular que cada grupo fale juntos, direcionado para o oponente à sua frente.
- Os grupos vão se alternando. Em seguida, indicamos que os braços poderão ficar soltos, gesticulando enquando o trava-língua é defendido.
- Para terminar, cada grupo poderá dar um passo à frente enquando fala, e depois retornar ao seu lugar.

Essa atividade estimula o trabalho em equipe, e relaciona a fala ao gesto.

Exercícios de Voz

O som articulado é uma dádiva humana, cotidianamente estamos juntando pequenas unidades sonoras, criando expressões orais que tem funções sociais, culturais e artísticas.
Na sala de aula, a palavra é o caminho natural do processo educativo. Tanto para o professor quanto para o aluno, o uso adequado de sua voz depende de exercícios e experimentações.
Todos temos que aprender a nos expressar oralmente, pois o tempo todo estamos buscando maneiras de transmitir para o outro um pouco do que guardamos dentro de nós.

Para encontrarmos a nossa voz, precisamos passar por 2 grupos de atividades:

Ginástica facial

- Abrir e fechar a boca o máximo possível
- Sorriso largo seguido de bico
- Exercitar a língua dentro da boca
- Sopro (massageia das cordas vocais)
- Tremer os lábios

Aquecimento vocálico

- Sonorização dos fonemas (Vogais ou todos)
- Alteração do volume da voz (alto, médio ou baixo)
- Imitação do som dos animais

Exercícios de Corpo

A aprendizagem passa pelo corpo, o movimento é imprescindível para o equilíbrio de quem pretende ter uma vida saudável.
Como ferramenta pedagógica, o movimento permite a consciência do corpo que temos, proporcionando a ampliação gradativa dos nossos limites e talentos.
O corpo é instrumento do fazer teatral, a comunicação que realizamos através da expressão corporal é importante para a troca que alunos e professores efetivam quando inserimos o teatro na sala de aula.

Para tanto, sempre que iniciarmos dinâmicas corporais devemos realizar um alongamento e um aquecimento, que por si sós já são atividades interessantes para a prática docente.

Alongamento:

Mexer o corpo, parte a parte, dos pés à cabeça.
A educação física nos empresta tais atividades.
Movimentos lentos, pausados, repetidos...
Tornozelo, joelhos, pernas, cintura, tronco, ombros, braços, pescoço...
Contraindo e relaxando....

Aquecimento:
Vale correr, pular, dançar... vai bem com música, com gritos de guerra...

Sugestão: Caminhada

- Pedir que os alunos comecem a caminhar no espaço (sala de aula, quadra...).
- Inicialmente a caminhada deve se rindividual, lenta, um pé de cada vez. Os alunos devem se preocupar em ocupar o espaço, se espalhando pelo mesmo sem esbarrões...
- Mudanças de velocidade podem ser indicadas verbalmente (mais rápido, agora mais devagar, como se estivesse com sono ou alegre ou preocupado)
- Caminhar na ponta dos pés, sobre os calcanhares, com os pés pra dentro e pra fora
- Inserir movimento no meio da caminhada. Quando falar 1 devem dar um pulo pra frente e continuar a caminhada, quando falar 2, devem dar um pulo pra trás e continuar a caminhada. Quando falar 3, dever dar um giro. Alternar os movimentos.

Outros movimentos podem ser inseridos de acordo com a temática estudada: imitar determinados animais, ou elementos da natureza...

Um corpo bem preparado desperta o aluno para qualquer atividade que virá a seguir, inclusive para as atividades intelectuais.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

História da Coca

Esta história faz parte da cultura oral brasileira, porém foi reescrita por Bia Bedran (professora e Musicoterapeuta do Rio de Janeiro) que a gravou em um CD de histórias.

Na medida em que a história vai se desenvolvendo vou inserindo sugestões de dinâmicas com os alunos, pois é uma história que trabalha a sequência, a memória e a musicalidade. Toda vez que vamos contar uma história podemos inserir o movimento e a interação nela, assim motivamos a participação do aluno e prendemos a sua atenção.


INÍCIO - Colocar os alunos em círculo, propor que o grupo se movimente em roda a cada movimento do menino. Usar e abusar dos gestos para apresentar esta história aos alunos, quanto menores, mais gestos devem ser usados.

Uma vez, um menino foi passear no mato e apanhou uma coca (um tipo de abóbora). Chegando em casa, deu-a de presente à avó, que a preparou e comeu. Mas parede sentiu fome e o menino voltou para buscar a coca, cantando:

Minha avó, me dê minha coca,
Coca que o mato me deu.
Minha avó comeu minha coca,
Coca recoca que o mato me deu.

A avó, que já havia comido a coca, deu-lhe um pouco de angu. O menino ficou com raiva, jogou o angu na parede e saiu. 


Fazer a roda girar e a meia-volta com a mudança de direção do menino.

Mais tarde, arrependeu-se e voltou, cantando:

Parede, me dê meu angu,
Angu que minha avó me deu
Minha avó comeu minha coca,
Coca, recoca que o mato me deu.

A parede, não tendo mais o angu, deu-lhe um pedaço de sabão. 


Marcar bem as paradas do menino... incluíndo aí o "de repente"...

O menino andou, andou, encontrou uma lavadeira, lavando roupa sem sabão e disse-lhe: você lavando sem sabão, lavadeira? Tome este para você. Dias depois, vendo que sua roupa estava suja, voltou para tomar o sabão, cantando:

Lavadeira, me dê meu sabão,
Sabão que a parede me deu,
Parede comeu meu angu,
Angu que minha avó me deu.
Minha avó comeu minha coca.
Coca, recoca que o mato me deu.

A lavadeira já havia gasto o sabão: deu-lhe, então, uma navalha.  O menino continuou o seu caminho...


E a roda gira.

Adiante encontrou um cesteiro cortando o cipó com os dentes. Então disse-lhe: você cortando cipó com os dentes!... tome esta navalha. O cesteiro ficou muito contente e aceitou a navalha. 
No dia seguinte, sentindo o menino a barba grande, arrependeu-se de ter dado a navalha (ele sempre se arrependia de dar as coisas) e voltou para buscá-la, cantando:

Cesteiro, me dê minha navalha,
Navalha que lavadeira me deu.
Lavadeira gastou meu sabão,
Sabão que parede me deu.
Parede comeu meu angu
Angu que minha avó me deu.
Minha avó comeu minha coca.
Coca, recoca que o mato me deu.

O cesteiro, tendo quebrado a navalha, deu-lhe, em paga, um cesto. Recebeu o cesto e saiu.


 No caminho, encontrando um padeiro fazendo pão e colocando-o no chão, deu-lhe o cesto. Mais tarde, precisou do cesto e voltou para buscá-lo, com a mesma cantiga:

Padeiro, me dê meu cesto,
Cesto que o cesteiro me deu.
O cesteiro quebrou minha navalha,
Navalha que a lavadeira me deu...

O padeiro, que tinha vendido o pão com o cesto, deu-lhe um pão. Saiu o menino com o pão e, depois de muito andar, não estando com fome, deu o pão a uma moça, que encontrou tomando café puro. Depois, sentindo fome, voltou para pedir o pão à moça e cantou:

Moça, me dê meu pão,
Pão que o padeiro me deu.
O padeiro vendeu meu cesto
Cesto que o cesteiro me deu...



A cada vez que a música se repete, podemos antes questionar os alunos quanto à sequência da história...

A moça havia comido o pão; não tendo outra coisa para lhe dar, deu-lhe uma viola. O menino ficou contentíssimo; subiu com a viola numa árvore e pôs-se a cantar:

De uma coca fiz angu,
De angu fiz sabão,
De sabão fiz uma navalha,
De uma navalha fiz um cesto,
De um cesto fiz um pão
De um pão fiz uma viola,
Dingue lindingue que eu vou para Angola,
Dingue lindingue que eu vou para Angola.

Para início de conversa...

Independente da razão do encontro, sempre que reunimos um grupo precisamos quebrar o gelo. E o teatro é ótimo pra isso!

Existem inúmeras dinâmicas em prática por aí que são usadas dentro e fora da escola, com fins pedagógicos ou não.

Começo, então, com uma que aprendi no curso "Pró-Letramento", com a Profª Itiane:

Círculo do Afeto

1- Todos se colocam e um círculo e combinam um movimento simples que vai representar cada uma das 5 vogais do nosso alfabeto (Ex: para A - mão na cabeça, E - sacudir as mãos...). É importante que o grupo participe desta decisão para o bom desdobramento da dinâmica.

2- Depois de revisar com o grupo os 5 movimentos, vamos convidar um a um a falar o seu nome, juntando à fala o movimento que representar a vogal de cada sílaba do nome (Ex: Da - movimento do A, Ni - movimento do I, E - Movimento do E e La - Movimento do A novamente). Não esqueça de convidar o restante do grupo para acompanhar a pessoa que estiver apresentando o seu nome.

3- No final todos vão estar mais leves, prontos para dar sequência ao trabalho.


Observações: Quando usamos esta dinâmica com crianças devemos nos preocupar em repetir mais as instruções, dar o exemplo, estimular a participação de todos.
Na sala de aula este é um ótimo recurso para trabalharmos a sonoridade das vogais, tão importante no processo de alfabetização.
Esta dinâmica pode ser feita com vários grupos de palavras além do nome, como: frutas, brinquedos, lugares...


Espero que tenham gostado, que usem e abuse....